
O frevo começou a se formar no final do século XIX, por volta de 1880, em Recife–PE. Naquela época, os desfiles de carnaval eram animados por bandas militares e fanfaras tocarem dobrados (marchas militares). Porém, com a popularidade crescente de outros ritmos da época, como polca, maxixe e modinha, os músicos passaram a acelerar o compasso, criando melodias mais vibrantes e agitadas para animar a população. Esse som mais rápido e cheio de metais acabou se tornando a base do frevo de rua.
O nome “frevo” vem de uma corruptela da palavra “ferver”, remetendo à agitação, energia e efervescência das ruas durante o carnaval e também mais conhecido como ritmo musical com um estilo de dança e manifestação cultural tipicamente pernambucana, considerado um dos principais símbolos do carnaval de Recife e Olinda. Em 2012, foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Imaterial da Humanidade.

Enquanto as bandas tocavam, muitos capoeiristas acompanhavam os desfiles. Para disfarçar a prática da capoeira (que era perseguida pela polícia), os movimentos de luta foram transformados em passos de dança. É daí que vêm os saltos, giros e acrobacias típicos do frevo. Com o tempo, os capoeiristas passaram a usar sombrinhas coloridas como forma de se equilibrar e também para substituir as armas, criando o símbolo mais marcante do frevo.
A capoeira, naquela época, era criminalizada e perseguida pela polícia. Então, para não serem presos, os praticantes começaram a disfarçar os golpes como passos de dança. Muitos movimentos da capoeira foram incorporados ao frevo: agachamentos, saltos, chutes, giros e esquivas.

Características: É o frevo, com letra e canto, mantendo o ritmo acelerado, mas com espaço para a voz.
Função: Muito usado em apresentações de palco e nos carnavais para envolver o público cantando junto.
Exemplo prático: Canções de frevo famosas que se tornaram clássicos do carnaval pernambucano, como “Evocação n.º 1”, de Nelson Ferreira.
Características: É mais suave e melódico, acompanhado por corais (geralmente femininos) e instrumentos de cordas, como violões e cavaquinhos.
Função: Costuma acompanhar os blocos líricos, que desfilam com fantasias elaboradas e trazem uma atmosfera mais nostálgica.
Exemplo prático: É comum nos blocos líricos de Recife, como o famoso Bloco da Saudade.

Um dos símbolos mais marcantes do frevo é a sombrinha colorida, utilizada tanto como apoio para os movimentos quanto como adereço correográfico, trazendo ainda mais beleza e identidade para a dança. O figurino, por sua vez, é composto por roupas coloridas, vibrantes e alegres, reforçando a energia contagiante que essa manifestação transmite.
Mais do que uma dança, o frevo é um símbolo do carnaval de Recife e Olinda, representando a tradição e a identidade do povo pernambucano. Tamanha é a sua importância que, em 2012, o frevo foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, garantindo seu lugar como uma das expressões mais ricas e autênticas da cultura brasileira.

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