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The Independence Day - July 4th
em 04/07/2024 20:42
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July4th
Comemore a independência e a liberdade com a RH
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Salve salve meus lindos, hoje é um dia muito comentado na cultura pop, ja que é o dia da independência do país onde a maior parte das produções que consumimos foram feitas. O "July 4th" (quatro de julho) é bem marcante em diversos filmes, é um feriado nacional nos EUA, tem desfiles, queima de fogos, inúmeros eventos, mas, a história por trás dessa data é bem mais complexa... 
 
 

O Processo de Independência dos EUA

 

 
 
Assim como a nossa independência do Brasil, os Estados Unidos da América não ficaram independentes do dia pra noite, o que o país é para a geopolítica atual, é resultado de um longo processo que começa com a colonização britânica na região das Treze Colônias originais, território histórico hoje em dia conhecido como "New England" (Nova Inglaterra). Após o processo de estabilização dos governos regionais das Treze Colônias, uma certa autonomia foi adquirida, do governo de Londres, mas sempre sendo explorada comercialmente, como uma colônia tinha que ser. 
 
 

O Contexto Histórico

 

 

A Independência dos Estados Unidos foi declarada no dia 4 de julho de 1776 e colocou fim ao vínculo colonial que existia entre as Treze Colônias (nome pelo qual a região era conhecida nesse período) e a Inglaterra. Com essa conquista, os Estados Unidos transformaram-se na primeira nação do continente americano a ter sua independência. A nova nação que surgiu foi construída em um modelo republicano e federalista e inspirada pelos ideais iluministas que defendiam as liberdades individuais e o livre comércio, por exemplo. De toda forma, a Independência dos EUA foi encabeçada pela elite colonial, insatisfeita com a forma como a Inglaterra tratava os colonos. A Independência dos EUA e o modelo de nação desenvolvido pelos norte-americanos no século XVIII serviram de inspiração para outras nações do continente americano.

 

A Independência dos EUA foi resultado direto da divergência de interesses que existia entre a metrópole (Inglaterra) e as Treze Colônias. Na segunda metade do século XVIII, a política da Inglaterra em relação às Treze Colônias alterou-se drasticamente, e isso desagradou aos colonos, motivando-os a rebelarem-se contra a Inglaterra. O primeiro ponto relevante a ser abordado é que, durante o século XVII, a Inglaterra havia deixado de ser uma monarquia absolutista, tornando-se uma monarquia parlamentar constitucionalista, na qual a burguesia, por meio do Parlamento, controlava o país. Com o advento da Revolução Industrial, essa burguesia tinha interesse na expansão da indústria e por isso buscava novas fontes de matérias-primas e novos mercados consumidores. As colônias da Inglaterra, naturalmente, foram enxergadas como “fontes para alimentar o processo industrial inglês”, conforme definiu o historiador Leandro Karnal. Além disso, ao longo do século XVIII, a Inglaterra envolveu-se em uma série de conflitos que aumentaram o peso dos impostos para os colonos.

 

 

O Estopim

 

 

Com a ocorrência de tantas guerras, a Inglaterra optou por manter um exército permanente nas Treze Colônias, o que representava um custo de 400 mil libras anuais para os colonos. Isso aumentou o impacto financeiro para esse últimos, criando um desgaste na relação. Esse desgaste foi ampliado quando o rei Jorge III proibiu os colonos de ocuparem as novas terras conquistadas que ficavam entre os Montes Apalaches e o Rio Mississippi. A medida do rei visava impedir que novos conflitos de colonos com indígenas acontecessem. A reação entre colônia e metrópole realmente começou a ficar ruim quando a política da Coroa inglesa, em relação a suas colônias, modificou-se. Até então, a colonização inglesa tinha sido pautada pela autonomia das Treze Colônias e pela pouca interferência da Coroa nos assuntos internos. Karnal estabelece que o ano de 1763 é o ponto de partida para a modificação dessa postura. Essa transformação da política inglesa em relação às Treze Colônias (mediante todo o cenário apresentado de necessidade de expansão industrial e aumento de gastos com as guerras e com as tropas permanentes) concretizou-se, basicamente, em aumentos de impostos. A partir da década de 1760, uma série de leis foi decretada, pela Inglaterra, com o objetivo de aumentar a arrecadação das Treze Colônias. Dentre essa série, podem ser destacadas:

 

Lei do Açúcar: aumentava os impostos sobre o açúcar e outros artigos, como vinho, café e seda;

Lei da Moeda: proibia a emissão de papéis de crédito nas Treze Colônias;

Lei do Selo: estipulava que em publicações como contratos, jornais e documentos públicos, em geral, deveria constar um selo que era pago à Coroa;

Lei da Hospedagem: determinava que os colonos deveriam abrigar os soldados enviados pela Coroa.

Atos Townshed: aumentava impostos sobre vidros, corantes e chá.

 

O impacto da maioria dessas leis sobre os colonos foi grande e gerou muita insatisfação. Muitos colonos começaram a boicotar as mercadorias inglesas, e protestos aconteciam em diferentes partes das Treze Colônias. Algumas leis, como a Lei do Selo, precisaram ser revogadas, tamanha insatisfação que causaram. O estopim para a revolta geral dos colonos aconteceu quando os ingleses decretaram a Lei do Chá, que determinava que o chá nas Treze Colônias somente seria vendido pela Companhia das Índias Orientais. A insatisfação com a lei levou 150 colonos, disfarçados de índios, a invadirem o porto de Boston durante a madrugada, atacarem três navios e jogarem ao mar 340 caixas de chá. Esse acontecimento ficou conhecido como Festa do Chá de Boston.

 

 

Os Congressos Continentais da Filadélfia

 
 

As medidas deixaram claro para os colonos que havia uma grande divergência de interesses entre colônia e metrópole. Assim, os colonos, que até então eram reticentes quanto à possibilidade de separação, começaram a cogitar a independência. Essa ideia ainda era muito tímida, e isso ficou claro quando foi organizado o Primeiro Congresso Continental da Filadélfia. Nesse congresso, os representantes das Treze Colônias (exceto da Geórgia) reuniram-se para redigir um documento ao rei inglês declarando sua lealdade, mas protestando contra as medidas determinadas pelas Leis Intoleráveis. A reação do rei, no entanto, motivou mais insatisfação, pois foi determinado que o número de soldados na colônia aumentasse. Com essa medida, os primeiros conflitos armados entre colonos e tropas inglesas aconteceram.

 

Em seguida, foi realizado o Segundo Congresso Continental da Filadélfia que, dessa vez, contou com representantes de todas as colônias. Nesse congresso, os colonos chegaram à conclusão de que não era mais possível manterem-se sob o domínio colonial inglês, uma vez que consideravam que as ações da metrópole eram um desrespeito aos interesses dos colonos. Desse congresso, elaborou-se a Declaração de Independência dos Estados Unidos, publicada no dia 4 de julho de 1776. A Declaração de Independência dos Estados Unidos foi escrita por Thomas Jefferson. Com a independência, foi iniciada a Guerra de Independência, na qual os colonos lutaram, durante cinco anos, contra as tropas inglesas.

 

 

A Guerra de Independência dos Estados Unidos

 

 

A Guerra da Independência dos Estados Unidos estendeu-se durante cinco anos. Os colonos defenderam sua independência por meio do Exército Continental, força criada logo após a declaração. Após o rompimento com a colônia, desenvolveu-se nos Estados Unidos um dispositivo legal que permitia aos cidadãos armarem-se. Essa ideia fez com que o porte de armas nos Estados Unidos fosse incluído na Constituição do país. Os ingleses enviaram uma série de comandantes importantes para liderarem suas tropas na América. Além disso, contaram com muitos colonos traidores que lhes forneceram informações importantes.

 

Os colonos, por sua vez, uniram-se contra os ingleses motivados, principalmente, pela violência com que eram tratados durante a guerra. Nisso, franceses e espanhóis entraram no conflito fornecendo apoio vital aos americanos. Os dois primeiros tinham interesses em enfraquecer os ingleses no continente americano e viram, no apoio à Independência dos Estados Unidos, uma forma de atingi-los. A vitória final dos colonos americanos aconteceu após a Batalha de Yorktown, que correu em 19 de outubro de 1781. Os ingleses reconheceram a Independência dos EUA, com a assinatura do Tratado de Paris, em 1783. Um dos principais nomes do Exército Continental, foi George Washington, que acabou por se tornar o primeiro presidente dos EUA, além de ser aclamado como um dos mais conhecidos dos "Pais Fundadores dos EUA" ao lado de Benjamin Franklin e Thomas Jefferson. 

 

As Comemorações e a Cultura Pop

 
 
 
Hoje em dia, 248 anos após a fatídica data em 1776, o July 4th marca um sentimento de nacionalismo e patriotismo americano. Desfiles (paradas), eventos governamentais, queimas de fogos (sendo a maior delas a Big Bay Boom em San Diego, Califórnia), shows... Famílias se reúnem para marcar o sentimento de liberdade que a data remonta. Na cultura pop são inúmeras as referencias como a invasão alienígena que acontece durante o feriado em "Independence Day" (1996) ou eventos importantes em Hawkins, durante uma das temporadas de Stranger Things (2016 - presente). Churrascos, hambúrgueres, hot dogs, tortas de maçã e saladas são pratos típicos consumidos durante as festividades do 4 de julho.Durante muitos anos também, era comum que a Declaração de Independência fosse lida em público durante as celebrações do 4 de julho como uma forma de lembrar os princípios fundamentais da liberdade e autodeterminação.
 
 
 
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