

Mobilização Nacional:
A construção do movimento LGBTQIA+ no Brasil é historicamente conhecido como "complexo", devido ao fato de ser reunido de vários acontecimentos e grandes realizações, sendo que muitos deles foram os pilares para os movimentos e lutas que ainda acontecem atualmente.
Segundo a agência nacional brasileira (agenciabrasil) e o grande pesquisador "Luiz Morando"“O processo de construção da consciência política, do segmento que a gente chamava há pouco tempo de ‘homossexualidades’, e agora cada vez aumenta mais o número de letras, é muito antigo. Esse movimento de construção da identidade e da necessidade de se organizar remonta ao final dos anos 1950. Depois, vai se consolidando com a imprensa artesanal, que eram aqueles boletins manuscritos. Os grupos se organizavam em torno de festas, brincadeiras, e a partir desses boletins eles foram refletindo sobre sua condição, divulgando textos de livros, peças teatrais, filmes, acontecimentos no exterior, a luta na Suécia, a luta na Inglaterra contra a criminalização da homossexualidade. Então, essas notícias, eles replicavam para os grupos por meio desses boletins”, diz a historiadora Rita Colaço.
Vários pesquisadores sendo um deles o pesquisador Luiz Morando aponta várias tentativas de organização de encontros nacionais de homossexuais e travestis entre os anos 1959 e 1972, com principal destaque para os encontros em Belo Horizonte, Niterói, Petrópolis, João Pessoa, Caruaru e Fortaleza.
“Os organizadores daquelas tentativas de encontros, de congressos, eram surpreendidos e presos pela polícia para serem fichados e impedidos de continuar os eventos. Dá muito mais orgulho pensar nesse processo histórico e na formação de uma consciência política ao longo do tempo”, diz o pesquisador Luiz Morando. Foi graças a estes encontros que impulsionaram a organização e a implementação de mais uma bandeira de orgulho no movimento
Luta trans:
Foi em 2004 com a ativista e ex-presidente e atual secretaria da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Keila Simpson, que foi a brasília no qual ela lançou a campanha "Travesti e Respeito", "promovida pelo Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde. A ação foi lançada no Congresso Nacional e acabou por marcar o Dia da Visibilidade de Transexuais e Travestis, em 29 de janeiro".
Vinte anos depois do feito de 2004 ainda assim a população trans continua a ser a maior vítima de violência entre os grupos que formam a comunidade lgbtqia+. De acordo com (Segundo o Dossiê de LGBTIfobia Letal, do Observatório de Mortes e Violências contra LGBTI+ no Brasil, em 2023 ocorreram 230 mortes LGBTI+ de forma violenta no país. Entre as vítimas, 142, o equivalente a 62%, eram travestis e mulheres trans.) Números avassaladores para a atualidade.
Pequena curisidade:
Foi a partir do ano de 1990 que as primeiras paradas ou machas passaram de pequenos grupos a grandes eventos importantes de visibilidade e reivindicação de direitos a igualdade. E atualmente o brasil representa uma das maiores paradas LGBTQIA+ do mundo com grandes cantoras trans ou da comunidade a divulgar e a revindicar seus direitos publicamente e sem medo, entre tais figuras famosas temos Pabllo Vitar, Ludmila, Gloria Gruver, Carol Biazin e muito mais.
valeriaMs
