Começou em 1994, com Os Cavaleiros do Zodíaco. O acordo de exibição era simples: a empresa forneceria 52 episódios de um desenho japonês que havia feito sucesso no Japão no meio da década de 1980 e estava ganhando fãs na Europa.
Em troca, o canal ofereceria espaços para a exibição de propagandas dos brinquedos relacionados à série. Tudo dependia do "OK" de Miranda, que havia assumido o cargo há pouco mais de um ano e, a princípio, buscava novos programas para o pacote infantil do canal. O desenho começou a ser exibido em dois horários: as 10h30min dentro do programa infantil Dudalegria e as 18h30min dentro de outro programa infantil, o Clube da Criança. Depois, a série ganhou um programa próprio, com a apresentadora Mytsue.
Os Cavaleiros do Zodíaco ficaram no ar até 1997, batendo recordes de audiência. Neste tempo muitos produtos foram lançados, podendo destacar: álbuns, cd e lp musical (chegou a ganhar até disco de ouro), mochilas, estojos, etc. Uma grande febre de bonecos (Action Figures) começou a se formar. Cerca de 900.000 bonecos foram vendidos nos 3 anos em que a série esteve no BRASIL. Em 2000, a Conrad Editora adquiriu os direitos para lançar o mangá. Com veinculação mensal, o mangá nacional teve 48 edições. A Editora também lançou 20 volumes do mangá Episódio G.
Após exatamente 9 anos de exibição da série no Brasil, Os Cavaleiros do Zodíaco voltavam no histórico dia 1 de setembro de 2003 (o dia 1 de setembro tem um valor muito especial para os fãs, pois as duas estréias no Brasil foram exatamente nesta data) no canal fechado Cartoon Network, mas desta vez redublado nos estúdios da Álamo (a dublagem antiga havia sido feita na extinta Gota Mágica). Para comemorar o lançamento da série, foi produzido um evento temático chamado Cavaleiros Anime Show. O evento recebeu um público superior a 5.000 pessoas em dois dias e contou com total apoio da empresa licenciadora da série na época, a Creative Licensing Brasil.
O SEGUNDO "BOOM" DOS ANIMES NO PAÍS

Em
1999, Pokémon chegou nas telas brasileiras através da Rede Record, inaugurando todo um gênero e uma gama de imitadores e derivados.
Sucesso de vendas, com dezenas de produtos licenciados, a série animada fez tanto sucesso que a então grande concorrente da
Record, a Rede Globo, se viu forçada a buscar uma obra que pudesse competir com o sucesso de
Pokémon.Chegava ao Brasil, assim, Digimon,
anunciado pela própria Globo como uma obra similar a Pokémon. Tendo estreado no Japão no dia
1° de abril de 1997, quase
dois anos antes, o anime surgiu aqui de forma sutil e sem muito alarde, apresentando-nos a história do treinador
“Ash Ketchum da Cidade de Pallet” e sua longa jornada ao lado de seus fieis companheiros
Pikachu, Misty e Brock. Com uma recepção um tanto morna,
Pokémon foi aos poucos chamando a atenção da garotada. Pouco a pouco,
Pikachu e
cia foram cativando as crianças brasileiras e ao final do ano, sem avisar a ninguém, o anime já havia se tornado uma verdadeira febre no país. A franquia nasceu de uma ideia que o japonês
Satoshi Tajiri teve a partir de seu
hobby da infância: colecionar besouros e colocá-los para batalhar (algo comum entre as crianças nipônicas).
Tajiri fundou então a desenvolvedora de jogos
Game Freak e
decidiu adaptar os elementos principais de sua brincadeira de infância em um jogo para o Game Boy, o videogame portátil da Nintendo na época.
Pokémon faz 25 anos de existência em meio ao sucesso, críticas e o permanente encanto que consegue exercer às novas gerações e manter nas antigas, alimentando constantemente nossas crianças interiores. Em seu aniversário de 25 anos, a Pokémon Company anunciou dois jogos: os remakes de Sinnoh, a região da quarta geração, e um jogo completamente novo, Pokémon Legends: Arceus, que se passará em um período antigo da mesma região. A temporada atual do anime, Pokémon: Jornadas, trouxe novidades como o co-protagonismo da história entre Ash e o novo personagem Goh (uma clara referência ao jogo para celular). Uma das inovações dessa temporada é que ela não se passa apenas em uma região, mas os protagonistas realizam viagens entre todas elas.
Seja nos videogames ou na televisão, e até mesmo nos jogos de cartas colecionáveis, a franquia Pokémon chega aos 25 anos em grande forma e buscando alçar novos voos. Em um futuro não tão distante poderemos sonhar com os jogos em realidade virtual, realizando o sonho de toda criança que já quis viver no mundo Pokémon e se tornar um mestre dos monstrinhos. Enquanto isso, seguimos juntos nessa jornada repleta de aventuras com o mesmo encanto que a conhecemos há 25 anos, e com a esperança de que essa jornada nunca tenha um fim.