

''Foi um processo bem interessante, pois me descobri bem novinha, mas, para ter a MINHA própria afirmação, eu tive que ter maturidade, confiança e apoio. Foi aos 17 anos que consegui falar: EU SOU TRANS, EU SOU A BIANCA."
Sobre seus maiores desafios na transição, Mofy pontua:

''Viver. Viver com a disforia, com a pressão social, seja dentro ou fora de casa. Lidar com a insegurança de se olhar no espelho e pensar: o que eu poderia fazer ou mudar para me sentir melhor comigo mesma?''

''Ser trans é muito pessoal, é alguém que se descobriu, se libertou. Entendo que quem não é pode ter dificuldades para falar sobre o tema, mas o princípio é respeito e consciência.''
''E é bom ressaltar também que ser aliado não é ser trans, é lutar por alguém. Marcas e artistas apoiam, mas muitas vezes recuam devido à rejeição do público. O Brasil é o país que mais mata pessoas trans, e isso reflete o desafio da luta.''
E, além da Mofy, Branca Scarnera, conhecida como Lua na comunidade, também prestigiou nosso evento e compartilhou sua visão sobre aspectos que as pessoas precisam compreender melhor a respeito da vivência trans:
"Ser trans não é uma escolha, uma pessoa trans sempre sabe se é ou não dentro de si. Caso você seja, saiba que a caminhada é difícil, mas no final do dia, se olhar na frente do espelho e se reconhecer, conseguir enxergar que seus pensamentos não são mais fantasia e são reais, é a melhor sensação que você vai ter. Vale a pena ser feliz!"
Branca, conclui sua participação nas entrevistas contando quais são os principais mitos ou ideias equivocadas sobre pessoas trans que ela acredita serem importantes desmistificar:
"A ideia equivocada de diferença entre trans e travestis. Muitas pessoas acham que trans é a que operou e a travesti não, mas isso não é verdade, não há diferença. O que muda é como os termos são usados na mídia. Geralmente, você lê o termo trans associado num contexto de algo bom e travesti de algo ruim."

''A minha jornada de autodescoberta foi bem desafiadora, porque nunca me senti no corpo certo. Sempre houve um vazio, uma sensação de que algo estava faltando, e eu sabia que era diferente, mas não sabia o motivo. Desde criança, sempre senti isso, mas nunca tive acesso a informações sobre identidade de gênero, pois cresci em uma família religiosa que me impedia de ter qualquer contato com a comunidade LGBT. Por isso, eu era reprimida nesse aspecto. Foi só depois de alguns conflitos familiares que eu percebi uma mudança nos meus pais, como se uma luz tivesse acendido para que eles realmente começassem a me compreender e apoiar (ou pelo menos tentar). No entanto, a verdadeira certeza veio quando deixei de lado a pressão que eu sentia, olhei para mim mesma e percebi que eu nasci mulher. Não importa o que a sociedade pense, eu sou quem sou. Desde então, passei a me priorizar mais, e hoje, tenho orgulho de ser uma mulher trans.''

"Olha, eu, Luísa, diria o seguinte: Tenha paciência com você mesma. A transição e o processo de autodescoberta podem parecer desafiadores, mas lembre-se de que só você tem o direito de definir quem você é. Outro conselho importante: Respeite o seu tempo. Não existe um "momento certo" para entender sua identidade de gênero, então não se pressione. Cada um tem seu próprio tempo, e é essencial respeitar isso. Seja gentil consigo mesma. O autoconhecimento pode ser complicado, e é natural ter dúvidas. Pratique se amar primeiro e não se cobre tanto. Esse é um conselho de mãe, tá? E lembre-se: Se estiver passando por um momento difícil e sem apoio, saiba que pode contar comigo, me considere sua família."
Thomi, que também compartilhou momentos marcantes de sua transição, incluindo o apoio de sua família e os desafios que ainda existem para pessoas trans na sociedade. Refletindo sobre a necessidade de mais oportunidades no mercado de trabalho e da inclusão de pessoas trans em diferentes espaços, destacando como a aceitação e o respeito fazem toda a diferença.
Acompanhe essa conversa sincera e necessária sobre representatividade, apoio familiar e a luta por um mundo mais acolhedor!
''Meus pais foram os primeiros a saber. Minha mãe, de mente aberta, se aproximou da comunidade LGBT como aliada. Meu pai, apesar da criação conservadora, foi o primeiro a apoiar meu tratamento hormonal.''

''A inclusão pode ocorrer de várias formas, como cotas trans em universidades, mas o mercado de trabalho é crucial. Empresas devem dar mais acesso para que pessoas trans possam usar seus nomes sociais.''
Também contamos com o relato da Gata, que compartilhou os desafios de sua transição, incluindo a difícil busca pela aceitação familiar. Gata também reflete sobre como a sociedade ainda tem muito a evoluir na forma de enxergar pessoas trans, reforçando que, no fim das contas, tudo o que queremos é viver nossas vidas com dignidade e felicidade, assim como qualquer outra pessoa.
Uma conversa sincera e poderosa que nos lembra da importância da luta diária por respeito e igualdade.
''A aceitação dos meus pais, que ainda não consegui, e superar a visão negativa que muitos têm sobre mim é pra mim, um dos maiores desafios na transição.''

A visibilidade trans é fundamental para promover o respeito, a inclusão e a igualdade para as pessoas trans. Quando pessoas trans são visíveis na sociedade, elas ajudam a quebrar estigmas e preconceitos, oferecendo modelos de representatividade para aqueles que ainda enfrentam o desafio de se reconhecerem e se afirmarem em um mundo predominantemente cisgênero.
A visibilidade também permite que as questões que afetam as pessoas trans, como discriminação, acesso à saúde, emprego e segurança, sejam mais amplamente discutidas e abordadas de forma eficaz. Além disso, ao se tornar mais presente na mídia, na cultura e nas discussões sociais, a visibilidade trans ajuda a normalizar a diversidade de identidades de gênero, criando um ambiente mais inclusivo e empático para todos. É importante que as vozes trans sejam ouvidas, pois isso contribui para a construção de uma sociedade mais justa e plural.
Teremos pela frente um evento marcante para fortalecer a luta por igualdade e respeito! Acompanhe abaixo mais informações e marque presença neste momento tão especial para a comunidade.
Data: 29/01/2025 - Dia da Visibilidade Trans
Construção: LionArt
Locutor: BrisaLunar
Todos aqueles que estiverem presentes, além de tudo receberão ainda o seguinte emblema:
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Nome: Visibilidade Trans 2025
Descrição: Que a visibilidade seja o começo de um mundo mais inclusivo e respeitoso.
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